sábado, 24 de março de 2012

Comemoração

Ok. Hoje farei uma homenagem à minha primeira semana da dieta.
Confesso que, pela primeira vez em meses passei sete (eu disse SETE) dias sem comer porcarias e sem beliscar lanchinhos junkies. Essa era a hora de dizer "OMG ,estou curada! Saí da fase do desespero inicial! A abstinência se foi!". Bom...seria ótimo dizer isso... mas o fato é que a abstinência não se foi: só estou passando mais tempo tentando não pensar nela...

É fato consumado que a grande maioria dos gordos é viciada em comer. Preste bem atenção: vicio no comer, não na comida. A magia de alimentar-se é a chave da questão. Perceber que há desejo por alimento, instigar o desejo, tentar solucionar o desejo. Essa é a rede que maltrata a cabeça obesa desde o princípio dos tempos. Comer é muito mais do que a necessidade de sobreviver. Perpassa a mecânica, a lógica e a subsistência. Comer é um prazer imediato e, para muitos de nós, o mais fácil e abundante e, portanto, aquele para o qual corremos quando a carência fala mais alto.

Ah, Carol... Sinceramente... carência é o caralho!
(Sim, tem gordas que comem por essa carência também, meu bem. E gordos homoafetivos, decerto.)

Comer é a  arte da auto-satisfação garantida: se não se consegue tirar satisfação de outras fontes, que se tire do prato: rápido, fácil e eu posso fazer sozinho (praticamente uma punheta estomacal). O pior de tudo é que, com o passar do tempo, eu já nem percebo que estou fazendo isso e, como toda boa droga, vai perdendo o efeito gradativamente.

E, para   compensar a perda do efeito, o que é que o gordo faz? Aumenta a quantidade. E a frequência de ingestão. E, consequentemente, o tamanho da pança...

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