Mentira. Não tem feijão no meu prato. Nem arroz. Aliás, não tem nada no meu prato além de uma torre de brócolis e um peito de frango magro, branquelo e insosso. Amém.
Apesar disso tudo, sinto-me uma fênix, renascida das cinzas da gordura para a beleza eterna dos ossinhos da clavícula aparecendo!
Mentira também. Meus ossinhos não estão à mostra sob a pele, nem tampouco estou me sentindo uma fênix ainda. Por enquanto, contento-me com o rótulo de gorda em processo de abstinência e desespero. Ah! E já comecei a sonhar com comida...
Confesso que, a cada amanhecer, pulo pra frente do espelho, murcho ao máximo a barriga e dou aquela olhada del lado, pra ver se noto alguma diferença. No fundo do cerebelo, a pergunta imbecil que não se cala um minuto sequer: já estou magrinha? E o espelho responde: ainda não, fofa. Quem acumulou tantos quilos ao longo de tantos anos não emagrece da noite pro dia. A não ser que seja na faca. Ou no momento da cremação.
Ok. Olhando as coisas com menos sentimentalismo e mais ceticismo: não estou me sentindo mal. Não estou morrendo de fome, mas de dor de cabeça, sim. Imagino cupcakes dentro de cada canequinha vazia que vejo. E já comecei a sentir um gosto inexplicável de farofa com bacon na boca! Quentinha...amarelinha...hmmm! Acho que preciso de terapia behaviorista, porque Pavlov nenhum imaginou o quanto eu salivaria só de imaginar que o horário da refeição está para chegar. Pavlov...pavê + love... I love pavê... hmmmm
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